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Aprender a falar em público deve ter o mesmo peso do que aprender matemática nas escolas

Neil Mercer (Lancashire, 1948) dedica sua carreira a estudar como a forma de falar influencia os resultados acadêmicos. Ele acredita que falar em classe é algo tradicionalmente associado ao mau comportamento, e que as salas de aula foram concebidas para que os alunos participem em silêncio. Essa é uma realidade que atualmente não ocorre nos colégios privados britânicos, onde os alunos são ensinados a dominar a arte da oratória. “O discurso é para as elites”, critica o diretor do centro de oratória da Universidade de Cambridge, que recentemente apresentou suas pesquisas à comissão de Educação da Câmara dos Comuns (deputados), propondo que o programa acadêmico das escolas públicas britânicas dê importância à oratória.

O departamento que ele comanda, chamado Oracy@Cambridge, foi criado há dois anos e meio para estabelecer uma ponte entre pesquisa, a prática e as políticas públicas com o objetivo de determinar como a expressão oral deve ser ensinada nas escolas e locais de trabalho. A equipe é composta por oito especialistas em educação, pesquisadores e assessores públicos, e um de seus estudos demonstrou que as crianças que dominam a oratória obtêm melhores nota em matemática e ciências. Mercer já assessorou os governos de Gales e Singapura para incluir a oratória em seus programas acadêmicos.

Para Mercer, professor emérito de Educação em Cambridge, trata-se de uma questão de desigualdade social: os filhos de famílias mais privilegiadas costumam frequentar colégios que os ajudam a melhorar sua expressão oral e dar o melhor de si. Essa habilidade lhes propiciará acesso a melhores postos de trabalho, porque são capazes de negociar. Seu objetivo é formar professores da escola pública para que ataquem o problema de frente e sejam uma segunda chance para as crianças que não aprendem a falar corretamente em suas casas. A linguagem influi no rendimento escolar.

Por que a escola não presta atenção à oratória?

Existe a crença de que os colégios devem se centrar na transmissão de conhecimentos sólidos e que qualquer foco no desenvolvimento das habilidades de pensamento distrairá os professores e alunos desse objetivo. É uma falsa dicotomia. As pesquisas em psicologia e educação introduziram algumas mudanças na nossa forma de entender como as crianças desenvolvem suas habilidades cognitivas. Durante anos usou-se como referência o trabalho do psicólogo suíço Jean Piaget, que sustenta que as crianças aprendem a resolver problemas através de sua experiência direta com o mundo, sozinhos. Mais tarde, ganhou maior peso a perspectiva de seu contemporâneo russo Lev Vygotsky: as crianças desenvolvem sua compreensão do mundo através da interação com pessoas do seu entorno. Não o fazem como indivíduos isolados, mas absorvem o que veem e o que ouvem dos outros. Em nossas pesquisas vimos que a aquisição da linguagem e a exposição das crianças a conversas bem construídas durante a etapa pré-escolar estão altamente relacionadas com os resultados acadêmicos posteriores. As crianças que de forma regular são envolvidas em diálogos raciocinados em casa ficam mais propensas a serem mais efetivas em sua expressão oral.

As diferenças no nível educativo que as crianças recebem em casa deveriam ser compensadas na escola, já que muitas entram aos três anos.

Quando as crianças chegam à escola, sua forma de falar se baseia na experiência que tiveram em casa, e isso varia muito de família para família, não têm por que terem aprendido as ferramentas que necessitam. É na família onde aprendem a falar, têm seus primeiros diálogos. A língua que experimentam será a base do que são capazes de expressar. Pode ser que nunca tenham escutado uma conversa de qualidade, bem construída e com argumentos ordenados, ou que não lhes tenham pedido que expliquem suas ideias de forma clara. Muitos pais não se animam a tentar. Isso geralmente está associado a uma desvantagem socioeconômica. Algumas crianças serão muito boas inclusive em respeitar a vez de cada um usar a palavra, outros sentirão medo se tiverem que falar em público. Para muitas delas, a escola e os professores são sua única segunda chance de desenvolver a oratória. Como professor, você nunca deve menosprezar sua influência sobre as crianças. A forma pela qual aprendem a falar depende, em muitos casos, da maneira como o docente se dirige a elas.

Na escola pública não existe uma disciplina para aprender a falar bem em público. O que falhou para que se deixe de lado essa competência?

O término oracy (oratória) foi cunhado em 1965 por Andrew Wilkinson, pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade de Birmingham, para dar à expressão oral um status similar ao dos literacy skills (habilidades de leitura e escrita). O fato de não se dar importância a ela no programa acadêmico nacional inglês reflete o desconhecimento dos políticos, que veem a discussão em sala como uma mera distração de outras matérias mais relevantes. Eles opinam que as crianças aprendem a falar de forma natural, mas não a ler. No centro de Oratória de Cambridge desenvolvemos métodos para ensinar a dominar a oratória e para avaliar o progresso dos alunos. Se eles aprenderem a se comunicar de forma efetiva, serão mais bem avaliados e participarão com mais sucesso da sociedade. A expressão oral já é ensinada nos colégios privados, acessíveis para as famílias com mais recursos econômicos. Entretanto, esses centros não ajudam a promover a igualdade social e a mobilidade no Reino Unido.

Como explica que aprender a se expressar bem influencie nos resultados acadêmicos de ciências e matemática?

Nosso estudo intitulado Reasoning as a Scientist: Ways of Helping Children to Use Language to Learn Science (“raciocinando como um cientista: formas de ajudar as crianças a usarem a linguagem para aprender ciências”), que publicamos em 2003, demonstra que as conversas podem contribuir para entender melhor as ciências e a matemática. Analisamos a evolução de mais de 200 alunos britânicos de 9 e 10 anos em um programa experimental. Embora os ensinássemos a interiorizar um vocabulário específico, as habilidades descritivas não eram o foco principal, e sim a capacidade de raciocinar em grupo. Medimos o progresso dos alunos através dos exames de matemática e ciências e o cruzamos com todas as atividades que tinham seguido em sala de aula para desenvolver verbalmente seus conhecimentos. O discurso é crucial nas ciências porque se aprende a descrever observações de forma clara, raciocinar sobre causas e efeitos, fazer perguntas precisas, formular hipóteses, analisar de forma crítica as explicações dos outros, resumir resultados… Definitivamente, esses são procedimentos de pesquisa.

A chave é falar em grupo ou ser capaz de preparar e pronunciar um discurso efetivo?

Uma pesquisa em colégios britânicos demonstrou que as conversas que ocorrem em classe quando os professores dividem os alunos em grupo não são cooperativas, nem produtivas, e são desiguais quanto à quantidade de tempo em que cada aluno intervém. Os alunos não têm claro o que se espera que façam ou que elementos constituem uma conversa de qualidade. Os professores raramente deixam claras suas próprias expectativas ou critérios, e não oferecem orientações sobre como se comunicar em grupo de forma efetiva. É preciso ensiná-los a usar a linguagem para perguntar, raciocinar, negociar as ideias e construir decisões por consenso. Nosso projeto Exploratory Talks, dentro do programa Thinking Together, estabelece regras para promover essas discussões em sala de aula: toda a informação relevante é compartilhada, todos os membros do grupo são convidados a contribuírem para a conversa, respeitam-se todas as ideias, todos devem expor de forma clara o seu raciocínio, e é preciso chegar a um acordo.

Como um professor pode saber se está agindo corretamente e se o debate em classe está funcionando?

Se seguir determinadas pautas, comprovará que as condições naturais e habituais que se dão nas conversas ficam suspensas. O status social dos participantes pode ser neutralizado com as regras do jogo, criando uma atmosfera mais igualitária. Por exemplo, as crianças com mais confiança em si mesmas e que costumam falar mais tempo têm a oportunidade de escutar outros pontos de vista. Os mais lacônicos e tímidos, que normalmente ficam calados e em um segundo plano, sentem que sua contribuição é valorizada, que sua voz vale tanto como a dos outros. Perguntas feitas aos demais colegas são premiadas pelo docente e, em longo prazo, isso leva a um melhor entendimento da postura dos outros, a uma maior empatia. Os professores que participaram dos nossos projetos-pilotos nos contam que seus alunos agora são capazes de resolver conflitos fora da sala de aula com maior facilidade. Nosso programa Thinking Together in Maths and Science explica como colocar isso em prática dentro da classe. No próximo mês de setembro ofereceremos em Cambridge o curso de formação de docentes Oracy Leaders, que elaboramos com o Voice 21, a fundação da escola inovadora School 21. É um programa de um ano com apenas quatro sessões presenciais.

Fonte: El País

Três makerspaces que vale a pena conhecer

O site Worlds of Learning selecionou três makerspaces que vêm ganhando destaque ao redor do mundo, confira: DefkoAkNiep (Senegal)

Foi criado em 2014 pela ONG Ker-Thiossane. O nome do makerspace significa “Faça com todo mundo”, no idioma local, Wolof. Com mais de 70 membros, o DefkoAkNiep oferece treinamento para crianças, empresários, artesãos, estudantes, artistas e engenheiros. Os alunos têm contato com máquinas de fabricação digital, como a cortadora a laser e a impressora 3D, além de ferramentas manuais. Entre seus projetos, está o desenvolvimento de soluções energéticas a partir de painéis solares e turbinas eólicas. Para conhecer mais, acesse https://www.facebook.com/Defkoaknieplab/ ou www.twitter.com/defkolab.

Makerspace Tuce (Gana)

Está localizado nas dependências da Faculdade de Educação de Tumu, no distrito de Sissala East, parte noroeste de Gana. Foi idealizado pela Novan Education & Training e é administrado pelo corpo docente da faculdade. Possui apenas um ano de existência, mas já ajudou diversos professores a criarem ferramentas para ensinar matemática e leitura aos alunos. Todos os materiais são válidos para desenvolver projetos: bancos, caixas, computadores, impressoras e ferramentas eletrônicas, de arte e de carpintaria. A iniciativa ainda não possui redes sociais.

Walhallab (Holanda)

É considerado o mais antigo espaço maker privado da Holanda. Foi fundado em 2003, em Zutphen, por Marco Mout, com o objetivo de estimular crianças a desenvolverem seus talentos. Os alunos possuem entre 6 e 20 anos e são provenientes de diversas classes sociais. Segundo Mout, os materiais para a construção de projetos vão de sucatas, motosserras e soldas a tipos luxuosos de madeira e impressoras 3D. Ferramentas de pintura e máquinas de costura também fazem parte. Entre os colaboradores do makerspace estão profissionais de TI, escultores, pedagogos, psicólogos, fotógrafos, construtores de drones e designers. “Nós projetamos, construímos, pintamos, colamos, soldamos… Evitamos as limitações”, afirma Mout. Além de realizar parcerias com escolas, o Walhallab também trabalha com usuários de drogas e crianças com autismo e TDAH. Outra meta é abrir um curso para professores para desenvolver novas habilidades de ensino e motivação. Conheça mais em www.walhallab.nl ou www.facebook.com/walhallab.

Saiba tudo sobre as Oficinas de Férias do MundoMaker!

Dias inesquecíveis, com muita mão na massa, conteúdo, tecnologia e diversão: assim são as férias no MundoMaker! Aqui, seu filho terá a oportunidade de aprender robótica, programação, mecânica e eletrônica e ainda manusear ferramentas de uma oficina de verdade e outras inovadoras, como a impressora 3D e a cortadora a laser. O resultado de tanto aprendizado é um projeto incrível que pode ser levado para casa, como um parque de diversões, um robô, um lançador de aviões ou até mesmo esse xilofone da foto!

Na nossa escola maker, competências socioemocionais, como criatividade, espírito de equipe, planejamento, cooperação, empatia, tolerância, respeito, resiliência, aprendizagem por meio do erro e pensamento crítico são estimuladas o tempo todo para que cada um desperte o melhor que há dentro de si.

As oficinas são voltadas para crianças de 6 a 15 anos e acontecerão entre dezembro e janeiro, nas unidades Vila Madalena, Berrini e Morumbi Town, em dois horários: das 9 às 12 ou das 14:30 às 17:30.

Garanta sua vaga em www.mundomaker.cc/ferias. Para falar com a gente, é só ligar para (11) 93807-2345 (Vila Madalena), (11) 98944-4335 (Morumbi Town) e 97695 0176 (Berrini) ou mandar e-mail para ola@mundomaker.cc.

Aqueles que se matricularem até 30 de novembro ganham 10% de desconto!

Seu filho jamais irá esquecer essa experiência! 🙂

Participe do Hackathon do MundoMaker

Recentemente, recebemos um pedido de uma pessoa com pouca mobilidade nas mãos: seria possível desenvolvermos um controle remoto com apenas quatro botões bem grandes, dois para aumentar e diminuir o volume e dois para subir e descer os canais? Como pensar em projetos para atender necessidades reais está no DNA do MundoMaker, é claro que aceitamos o desafio!

No dia 28 de outubro, das 10 às 20 horas, no Morumbi Town, vamos nos reunir e fazer um Hackathon para solucionar esse problema. Pra quem não sabe, Hackathon significa “maratona de programação”. O termo resulta de uma combinação das palavras inglesas “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona).

O objetivo é desenvolver projetos que atendam a um fim específico ou criar projetos livres que sejam inovadores e utilizáveis. Um hackathon é um acelerador de ideias e possibilita o estímulo da criatividade e do pensamento rápido, a experimentação de novas ideias, o desenvolvimento de habilidades e técnicas e a capacidade de comunicação em equipe. Os primeiros eventos foram realizados em 1999, nos Estados Unidos, e, desde então, expandiram-se para outros países e vêm se popularizando no Brasil.

Será um dia inteiro de imersão em uma maratona maker – e seu filho pode fazer parte dessa experiência! Para participar, basta montar um grupo com cinco jovens de 12 a 16 anos. O único requisito é ter interesse pela cultura maker e querer colocar a mão na massa com a gente! Dá uma olhada no nosso cronograma:

  • 10:00 – chegada e divisão dos times
  • 10:30 – palestra sobre cultura hacker com Stefano Gaudieri (desenvolvedor e hacker)
  • 11:00 – momento de planejamento/ design thinking
  • 11:30 – hands on
  • 13:00 – almoço
  • 14:00 – hands on/prototipagem
  • 16:30 – lanche
  • 17:00 – finalização dos protótipos
  • 19:00 – jantar com Maker Pizza
  • 19:30 – apresentação dos projetos
  • 20:00 – premiação e encerramento

Os participantes terão a chance de exercitar a criatividade e conhecer a cortadora a laser e a impressora 3D, além de vários materiais e ferramentas de oficina. Também é uma excelente oportunidade para estimular as crianças a construírem algo que pode fazer diferença na vida de alguém e deixar um legado para a sociedade. No final do dia, haverá a apresentação dos projetos e o escolhido como vencedor levará um arduíno para casa!

Para inscrever seu time ou fazer qualquer pergunta referente ao evento basta mandar um email para ola@mundomaker.cc com o nome dos participantes e um telefone ou email para contato. A atividade é gratuita, é preciso apenas pagar uma taxa simbólica de inscrição. Será um dia de muita diversão e conteúdo!

Esperamos você! 🙂

Por que toda sala de aula deveria ser um makerspace

Por John Spencer

Uma vez, dei aulas a uma estudante da oitava série que escreveu quatro romances online, apesar de ter aprendido inglês há apenas três anos. Ela passava seu tempo livre na sala de aula procurando como configurar ímãs de chumbo ou criar filtros para uma lista de e-mail. Ela lia postagens de blogs sobre como criar mais suspense em um enredo e como usar a ação em vez da descrição para desenvolver caracteres. Ela tem uma mentalidade maker. Também tive um estudante que ensinava a si mesmo como programar jogando com Scratch quando estava na sexta série. Com a ajuda de um professor que o orientou ao longo do caminho, ele foi o primeiro filho em sua família a se formar no ensino médio. Agora, ele está fazendo mestrado em engenharia. Ele tem uma mentalidade maker. Por outro lado, também ensinei estudantes com imenso talento que nunca perseguiram seus sonhos porque ficaram esperando um convite que nunca chegou. Eles eram bem comportados, mas não tinham proatividade e não sabiam como resolver problemas. Eles passaram anos esperando por uma oferta que nunca aconteceu.

Acredito que o Design Thinking é tão vital quanto matemática, leitura ou escrita. Existe um grande poder na resolução de problemas, na experimentação e na tentativa de transformar perguntas em ideias de produtos autênticos para serem desenvolvidos. Algo acontece nos alunos quando eles se definem como makers. Quando as crianças adotam uma mentalidade de maker, elas aprendem a pensar fora da caixa e a resolver problemas conectando ideias aparentemente desconectadas. Eles aprendem a assumir riscos criativos e a tentar coisas novas. Eles aprendem a adotar o pensamento iterativo à medida que se movem por meio do processo criativo. No processo, eles experimentam falhas e desenvolvem uma mentalidade de crescimento. Eles se tornam pensadores de sistemas que podem navegar na complexidade, mas também se tornam hackers e rebeldes que mudam o mundo. Em outras palavras, eles se tornam inovadores.

Essas habilidades são vitais para o sucesso na vida e uma parte profunda da experiência humana. Quando as crianças adotam a mentalidade de um maker, elas experimentam a alegria do trabalho criativo.

O fazer manual não pode ser deixado de lado

Todos os dias, pergunto aos meus filhos: “O que vocês fizeram na escola hoje?” Muitas vezes, eles não conseguem me dar uma resposta. Mas, nos dias que conseguem, seus olhos se iluminam e eles descrevem apaixonadamente seus projetos. É nesses momentos que lembro que o fazer é mágico. Quero ver os professores transformarem suas salas de aula em espaços de criatividade e encantamento. Mas aqui está a coisa: isso é difícil de conseguir. Todos nós temos mapas e padrões curriculareslimitados que precisamos ensinar. Nós não temos dinheiro para comprar novos aparelhos sempre. Portanto, a criatividade acaba se tornando um projeto paralelo, uma atividade a mais que realiza quando tem tempo para isso. Mas a verdade é que nunca há tempo suficiente. Você precisa criar esse tempo. Tem que ser uma prioridade. E essa prioridade começa com três crenças orientadoras:

1-      Toda criança é um maker (e cada professor é naturalmente criativo)

Todos os alunos merecem a oportunidade de serem seus melhores eixos criativos, dentro e fora da escola. Todas as crianças são únicas, autênticas e destinadas a serem originais. Muitas pessoas – professores também – acreditaram na mentira de que existem certos “tipos criativos” que são a exceção à regra. Mas esta é uma mentira enorme. Todos somos criativos. Todos nós. Nós apenas precisamos de espaços e oportunidades para a nossa criatividade prosperar.

2-      Todo aluno deve ter acesso a projetos criativos

Muitas vezes, o fazer manual é reservado a alunos que já fizeram seu trabalho convencional – é como um prêmio para aqueles que terminam seu trabalho rapidamente. Já o Design Thinking e a aprendizagem baseada em projetos são reservados para estudantes considerados talentosos. Mas todas as crianças merecem acesso a projetos criativos. Todo estudantes pode prosperar quando tem a chance de criar e projetar. .

3-      Toda disciplina deve ter um espaço maker

Muitas vezes, associamos os makerspaces apenas à codificação, robótica ou prototipagem em 3D. Mas é preciso repensar a definição de maker e de makerspace. Quando os alunos criam blogs, podcasts e documentários, eles estão exercendo uma mentalidade maker. O fazer manual pode acontecer em qualquer disciplina.

Onde começar com makerspaces

Como criamos esses espaços quando não temos tempo ou dinheiro? Como transformamos nossas salas de aula em espaços maker quando temos a pressão constante para realizar o convencional? Vamos começar com a questão do tempo. Quando os professores experimentam projetos de Design Thinking, por exemplo, eles não estão adicionando algo novo à sua grade pronta. Em vez disso, eles estão reorganizando sua grade e escolhendo uma abordagem diferente para os mesmos padrões. Makerspaces não são sobre o “material” em si. Eles são sobre o fazer e a mentalidade maker. Por exemplo, às vezes, a melhor maneira de fazer um protótipo é com papelão e fita adesiva em vez de uma impressora 3D.

Makerspaces são arriscados, mas precisamos ser ousados. Quando nossos alunos nos vêem assumir um risco criativo com nosso próprio ensino, eles são mais propensos a internalizar essa mesma mentalidade. Lembro-me quando dei aulas a alunos da sexta série. Eu compartilhei toda a minha filosofia com meu diretor e falei sobre o que os estudantes aprenderiam e como isso se relacionava a padrões específicos. Muitas vezes, ajuda quando os professores usam a palavra “projeto piloto”. Deixe-os saber que isso é simplesmente algo que você deseja experimentar.

Você não precisa saber como fazer tudo no makerspace. Na verdade, você pode compartilhar seu próprio processo de aprendizagem com sua classe. Você acabará vendo alunos ensinando uns aos outros (e a você) algumas habilidades que você não possuía. Ao mesmo tempo, você também pode aprender algo diferente. Vá fazer alguma coisa. Desvende o Scratch e aprenda as partes iniciais da codificação. Experimente os circuitos pela primeira vez. Faça coisas. Cometa erros. Incorpore o pensamento maker.

Fonte: Medium

MundoMaker Berrini abre suas portas dia 4/9/2017

A partir de setembro, os usuários do Co.W Coworking Space contarão com mais um espaço que irá complementar o estímulo a criatividade e ao empreendedorismo, itens fundamentais dos dias atuais. Trata-se do MundoMaker, escola maker, que oferecerá oficinas para crianças, adolescentes e adultos, na unidade Berrini.

Fazer para aprender é como o MundoMaker estimula e ensina seus usuários, utilizando marcenaria, ferramentas manuais, elétricas, impressora 3D, alfabetização digital e muito mais. Por trás disso tudo estão as técnicas pedagógicas que são aplicadas e as habilidades que o MundoMaker busca desenvolver em cada aluno.

No MundoMaker, cada projeto é uma empreitada, um desafio; e estar num ambiente que estimula o empreendedorismo, a inovação e a criatividade só trará benefícios para todos!

Rua Jaceru, 225 – Dentro do Co. W Space
Brooklin – São Paulo – SP
(11) 3181-4682 / (11) 99168-5211
olaberrini@mundomaker.cc

Co-fundador do MundoMaker é um dos palestrantes do Transformar 2017

No dia 4 de abril, São Paulo será palco da 4ª edição do Transformar, principal evento sobre inovação em educação do país. Durante o encontro, promovido por Fundação Lemann, Instituto Península e Porvir, especialistas, educadores e representantes de instituições de ensino brasileiras e internacionais vão compartilhar com detalhes suas experiências – e é claro que estaremos lá!

O co-fundador do MundoMaker, Fabio Zsigmond,  participará do evento com a palestra “Como transformar aulas teóricas em aprendizagem mão na massa”, ao lado de Jordan Budisantoso, da Washington Leadership Academy. Terá muito conteúdo maker para todos os participantes, além de bate-papos com profissionais como Gonzalo Frasca, líder de design da WeWeWantToKnow, empresa que produz a série de jogos de álgebra e geometria chamada DragonBox; Helen Walsh, coordenadora principal do programa de socioemocionais da Seattle Public Schools District; Maurice de Hond, da Steve Jobs School; Tim McNamara, do High Tech High Chula; e Nicola Unite, da Green School, escola localizada em Bali, na Indonésia, e conhecida como a escola mais verde do mundo. O público poderá conhecer erros e acertos no desenvolvimento de aulas e escolas baseadas em temas como competências para o século 21, projetos, games, tecnologia e sustentabilidade.

Os alunos terão, pela primeira vez, um lugar de destaque e serão os responsáveis pelo painel de abertura do evento, quando vão apresentar diferentes pesquisas sobre o que o jovem pensa a respeito da educação e como seria a escola dos sonhos.

O Transformar tem como principal objetivo inspirar e orientar atores estratégicos para que criem escolas, práticas pedagógicas inovadoras e políticas públicas sintonizadas com a sociedade contemporânea e, especialmente, com os alunos do século 21.

O encontro será transmitido via streaming, das 8h às 18h, em parceria com o Canal Futura. O link para assistir será disponibilizado em breve.

Saiba tudo sobre a Expedição do MundoMaker no Pará

No ano passado, o MundoMaker passou por uma de suas experiências mais enriquecedoras: a Expedição MundoMaker Pará. O projeto surgiu a partir do convite para que o MundoMaker participasse do encontro IDDS Amazon, iniciativa do MIT (Massachusets Institute of Technology) que aconteceu em Boa Vista do Acará, no Pará, de 4 a 17 de julho. Pensando em como aproveitar melhor essa oportunidade, uma vez que o caminhão-oficina iria atravessar o Brasil para chegar ao Pará, decidimos montar um roteiro de “paradas” durante a ida e a volta do caminhão e, assim, proporcionar Oficinas Maker baseadas na filosofia da aprendizagem criativa para as comunidades visitadas e levar a experiência da educação mão na massa. Trabalhamos sempre os 4 Ps da aprendizagem criativa: pensamento lúdico (play), paixão (passion), aprendizado em pares (peer learning) e aprendizagem por projetos (project based learning).

Entre os dias 13 de junho e 27 de agosto, instituições de ensino de diferentes estados receberam a visita do Truck MundoMaker, um laboratório maker sobre rodas, equipado com materiais e ferramentas diversas que vão de fita crepe e placas de acrílico a impressora 3D, cortadora a laser e wi-fi. A expedição ofereceu às instituições o contato com a prática da aprendizagem criativa: desenvolver projetos significativos para os jovens, levando em consideração o diálogo entre os pares, a criatividade, o respeito, o pensamento crítico, o planejamento, a resiliência e a possibilidade de errar como parte do processo de aprendizagem.

Foram propostas diversas oficinas, entre elas a de Instrumentos Musicais, em que participantes escolheram um instrumento e programaram seu som a partir de materiais como tubos de PVC, potes de inox, fita de cobre e makey makey; e a do Rosto Robótico, em que as crianças tinham que programar o movimento e a fala do rosto de uma figura humana de MDF com olhos feitos de bola de pingue-pongue e uma mandíbula articulada.

Nosso principal objetivo em cada oficina era despertar a curiosidade e o interesse das crianças e educadores pelo “fazer manual” por meio de propostas de projetos que uniam equipamentos sofisticados, como impressora 3D e cortadora a laser, com materiais e ferramentas acessíveis – de martelos a canos PVC -, mesclando robótica e programação de computação com marcenaria. As oficinas não tiveram custos para as escolas, já que houve apoio do Programaê!, uma parceria da Fundação Lemann e da Fundação Telefônica Vivo, da WorldQuant Foundation, apoio técnico do MIT Media Lab e de 188 pessoas que contribuíram por meio do Catarse.

Durante os 77 dias de expedição, percorremos 10.000 km, impactamos 2.500 pessoas (crianças e educadores), passamos por 17 cidades em oito estados (SP, GO, TO, MA, PA, PI, CE, BA, MG). Os participantes vieram de 152 escolas públicas ou ONGs. Para isso acontecer contamos com o trabalho de 35 educadores expedicionários ao longo da viagem, que estavam sempre dispostos a dar o melhor de si em cada parada, garantindo que a experiência fosse inspiradora para todos os envolvidos.

Acompanhe nosso blog que, nos próximos dias, iremos contar em detalhes cada etapa da nossa expedição.

Veja como foi nossa parada em uma das cidades escolhidas, Belém:

MundoMaker e Nestlé se unem para descobrir o lado genial das crianças

Difundir a proposta e os valores do MundoMaker pelo país é uma de nossas principais metas. E, quando encontramos uma marca aliada ao nosso discurso e disposta a defender os mesmos objetivos, é o casamento perfeito. Foi o que aconteceu recentemente ao nos unirmos à Nestlé para por em prática a campanha Escudo Genial de Chamyto, que busca ajudar as crianças a descobrirem seu lado genial, aquele talento escondido que todo mundo tem e não sabe, e incentivar o contato com as áreas de lógica, ciências, artes, movimento e sociabilidade.

Pensando nessas cinco áreas, a Chamyto desenvolveu um Laboratório Genial com a curadoria do MundoMaker e as crianças tiveram uma oportunidade única e enriquecedora: participar de atividades maker. O espaço, instalado no Shopping Eldorado por quatro dias, promoveu ações gratuitas como o Robule, em que as crianças aprendiam técnicas de programação para fazê-lo falar e contar uma história; a Banda de Rock, em que as crianças construíam bonecos usando ferramentas de verdade e depois cada um tocava uma música em um instrumento diferente; a Oficina dos Instrumentos Musicais, em que criavam músicas por meio do scratch e as tocavam em instrumentos de tamanho real, feitos com na cortadora a laser; e um parque de diversões onde um robô do tamanho de uma bola de ping pong passeava por um caminho desenhado a mão e, ao “caminhar”, acionava sensores que faziam a roda gigante girar, o carrossel andar, a pipoca pular e assim por diante!

Todos os projetos foram feitos em grupo, com a ajuda dos mediadores do MundoMaker, e os pais, grandes parceiros nessa descoberta, puderam assistir a uma palestra para saber mais sobre as experiências vividas pelos filhos. Resultado? Com um empurrãozinho da Nestlé e do MundoMaker, quase 350 crianças descobriram seus talentos brincando, fazendo novos amigos e se divertindo de montão!

E você, já descobriu o lado genial do seu filho?

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